29.8.06

Sumida, porém presente!

A preguiça de "internetar" é grande, mas esse filhote não merece ficar abandonado por tanto tempo, afinal os leitores são poucos, mas existem - e não merecem ter de olhar a mesma coisa por quase dois meses.

A vida por aqui não está corrida. Acho que está até parada demais, e talvez essa preguicite repentina seja conseqüência disso. Tomara que passe logo. Se não passar, sigo minha vidinha em câmera lenta mesmo - às vezes é até melhor assim.

Na falta de algo muito útil a se dizer, dou minhas dicas de leitura, cinema, música, etc e tal.


Último livro lido: Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles. Gosto muito da obra dela, ela retrata os personagens tão bem psicologicamente que é como se, ao final do livro, você os conhece intimamente e tivesse que despedir-se deles. Já estou sentindo falta de Virgínia - a protagonista, que tenta entrar na ciranda por muito tempo, mas quando entra, enxerga coisas que não percebia estando do lado de fora...

Agora é Olhai os lírios do campo, de Erico Verissimo, que me aguarda.




Um filme que vi recentemente: V de Vingança, dos irmãos Wachowski (sim, aqueles mesmos da trilogia Matrix), baseado nos personagens de David Lloyd e Alan Moore.
Ótimo filme. Apesar de longo, nem vi o tempo passar, pois a história prende do início ao fim. A história acontece no futuro, numa Inglaterra totalitária, mas não está longe do presente de um tal de Estados Unidos de um presidente não menos totalitário...
Fugindo à regra de revelar quem veste a máscara, ao final do filme nós continuamos sem saber quem é o "verdadeiro" V, mas isso não faz diferença alguma (assistam e descubram o porquê).


Musicalmente, estou ouvindo apenas o que é "velho", afinal está difícil suportar essas bandinhas novas que surgem todo dia. Meu vício agora é Elis Regina - de uma afinação e interpretação sem igual. Cais, cantada originalmente por Milton Nascimento, é um primor na voz dela, ouço sem cansar.
No mais, tenho ouvido Bebel Gilberto, Céu (indicação valiosa do Rodrigo), Norah Jones, Madredeus, Beatles (CLARO!) e fazendo download de vários outros por dia (santo mp3).
De novidade apenas Gnarls Barkley, banda que estourou agora e faz um sonzinho que me agrada. :)



Blog devidamente atualizado... Agora voltarei ao meu sumiço!

28.6.06

Férias: o perigo para uma mente inquieta...

TRAGÉDIA

dormiu com caderninho ao lado

à espera de uma idéia
acordou com caderninho jogado
e sem idéia nenhuma


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Não vou desistir de mim
nem dos outros
nem do mundo.
Desistir é fácil demais.

Eu vou é escrever poemas,
tomar café,
cantarolar
perder e manter a calma.

Porque sofrer também é fácil demais.
Viver já é difícil.

11.6.06

Falando em Copa e em Dia dos Namorados...

"QUE PAÍS É ESSE..."

de luto
por tudo!
na luta
por nada?

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Olha, meu bem, fica frio: eu não mordo, sequer chego perto ou falo alguma coisa. Eu não sou de falar. Fica tranqüilo que eu espero, sou paciente, não faço escândalo, não entro em desespero. Eu sou água parada, meu bem. Eu sou brisa, sou câmera lenta. Comigo quase ninguém mexe, em mim quase todo mundo confia – só eu não confio em quase ninguém. Eu sou lua nova. Dá pra notar minha presença? Eu sou fraca, mas não fracassada. É, eu sei ser forte também. Pouco expresso, muito penso. Pouco faço, muito penso. Olha, meu bem, eu penso em ti. Eu aprecio as noites e raramente os dias. Luz me faz bem, eu sei, mas não gosto de admitir – eu gosto da noite ponto Eu não sei cozinhar, meu bem, tem problema? Não sei se quero aprender. Eu ando depressa, mas sou devagar. Já perdi muita coisa por causa disso. Eu sou tímida. Já perdi muita coisa por causa disso. Mas já ganhei também, posso garantir. Eu sou lua cheia.

Olha, meu bem, eu nem sei onde isso termina, eu só quero que termine bem – para o meu próprio bem, e pro teu também.

3.6.06

Insônia e poemas à pátria...




02/06/2006: Apresentação do "Poema à Pátria", na abertura do II Seminário das Licenciaturas. O poema foi composto por vários trechos de obras que se referiam ao Brasil. Ficou assim:

Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso

Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vive em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança, acorrentada.

Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração

Quando tu passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul

Pátria minha... A minha pátria não é florão e nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme quem te adora à própria morte

Enfrentei fortes batáia
E coração fica aflito
Bate uma, a outra fáia
E os óio se enche d'água
Que até a vista se atrapáia

E conseguimos conquistar com braço forte
Em teu, ó liberdade
Desafia nosso peito à própria morte

Achada na longínqua meninice
Perdida na perdida juventude
Guardei-te como pude
Onde podia:
Na doce quietude
Da força represada da poesia

Deixa cantar de novo o trovador
Na merencória luz da lua
Toda canção do meu amor

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humildade morte cara a cara

Com palavras, rimas e saudade

De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Pátria, aqui ainda há muito a ser feito
Para que a terra se torne a pátria de todo mundo
Possível e mais perfeita

E o teu futuro espelha essa grandeza!

Nessas fontes murmurantes
Onde eu mato minha sede
E onde a lua vem brincar
Oh, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro

Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor


*Trechos de Vinicius de Moraes (Pátria Minha), Miguel Torga (Brasil), Ary Barroso (Aquarela do Brasil), Joaquim Osório Duque Estrada (Hino Nacional Brasileiro), Folclore do Mato Grosso (Cuitelinho).


19.5.06


MINHA SEMANA
(inspirada em – para não dizer plagiando – Mario Quintana)


Segunda -
Segundas são uma piada sem graça, daquelas de que temos de rir por educação.
Terça -
É na terça que a semana realmente começa.
Quarta -
Meio da semana. Ânimo meio a meio.
Quinta -
Nas quintas eu percebo como o tempo passa correndo.
Sexta -
Visão otimista: amanhã é sábado.
Visão pessimista: mais dois dias e já é segunda novamente.
Sábado -
O dia até parece mais ensolarado, o clima até parece mais leve. Consigo enxergar até sorrisos.
Domingo -
Tenho pena do Domingo. Nasce tão feliz e belo para acabar tão mal: fazendo as honras da segunda-feira...

10.5.06

Aprendendo a desenhar com palavras

DESENCONTROS



EPITÁFIO


Aqui jaz Belisa.
Finalmente calada
sem ninguém a reclamar.

3.5.06

"Tenho fases, como a lua"...

Ando numa fase meio-totalmente concretista.
E numa fase desanimada.
Mas passa!
O desânimo vai e as palavras ficam.
Ufa!


*O verso citado no título de hoje é do poema "Lua Adversa", de Cecília Meireles.